terça-feira, janeiro 9

La Belle Époque pode ser vista e admirada na Minissérie da Globo Amazônia.

Não tenho paciência para assistir essa minissérie, mas é impossível não ver o que se passa nas milhões de chamadas que veiculam na programação diária... achei interessante postar para vcs...
A riqueza da
Belle Époque
período histórico que é apresentado em detalhes de diversas coleções, também aparece na minissérie “Amazônia”.Inspirados na virada do século XIX para o século XX, os trajes foram pesquisados pela figurinista Emilia Duncan e reproduzidos fielmente. Apesar da Belle Époque ter sido uma era de ouro na França e seus vizinhos europeus, tudo isso refletiu aqui, no país tropical. A efervescência dos cabarés, do cancan e do cinema nasceram, trazendo novas formas, com o Impressionismo e a Art Nouveau. Para quem acessar o site amazonia.globo.com, vai notar que todo o layout da página também aparece no estilo.
fonte: Núcleo de Pesquisa e Comunicação/UseFashion

Para complementar segue mais detalhes da minha pesquisa História da Moda:
La Belle Époque é o último período da moda que vai de 1900 a 1914, sua característica é associada ao bem-viver, à prática esportiva e ao lazer, surgindo o hábito do banho de mar com roupas bem diferentes da que se usa hoje, influenciou a criação de uma moda específica infantil destaque para a roupa marinheiro, pois antes as crianças usavam uma cópia da moda adulta.

No Brasil, a moda sofria a influência francesa, vestiam-se formalmente, com criações nem sempre adequadas ao nosso clima. Para Moutinho (2000, p. 62), não há uma moda genuinamente brasileira até o início da Primeira Guerra, importava ou copiava-se roupas.

Contrariando Braga, para Barthes (2005, p. 257) até o início do século XIX, não houve uma história da moda. Sua origem foi essencialmente romântica, feita para fornecer a artistas, pintores da época ou teatrólogos os elementos figurativos da cor local necessários às suas obras. Barthes, comenta que desde Saussure
[1], sabe-se que a linguagem, assim como a indumentária, é ao mesmo tempo sistema e história, ato individual e instituição coletiva. (Id. Ib., p. 267).


Segundo Lipovetsky, a expansão social da moda não atingiu imediatamente as classes subalternas. Durante séculos, o vestuário respeitou globalmente a hierarquia das condições: cada estado usava os trajes que lhes eram próprios.

O traje de moda permaneceu assim por muito tempo um consumo luxuoso e prestigioso, confinado, no essencial, às classes nobres. Com o desenvolvimento do comércio e bancos, a partir dos séculos XIII e XIV, imensas fortunas burguesas se constituíram surgindo o "novo-rico", que se vestia como os nobres, com jóias e tecidos preciosos. Esse processo prosseguirá ainda no século XVIII. (1989, p. 40).

Com a evolução da burguesia ao poder econômico a moda nasceu, gerando a competição de classes. Lipovetsky diz: "desse duplo movimento de imitação e de distinção nasceu a mutalidade da moda".(Id. ib., p. 53).

Para Kalil, a moda, hoje é o que a indústria e os estilistas propõem para uma estação, um período de tempo. É um sistema de renovação permanente das maneiras de se vestir e de se comportar. Esse é um fenômeno relativamente novo na história da humanidade, se considerarmos a preocupação do homem com a roupa desde as cavernas. Prova de que foi possível viver muito tempo sem ela. (1998, p. 12).
Alison Lurie (1997), na obra "A linguagem das roupas", apresenta com detalhes a moda e o tempo em uma viagem que inicia no final do século XVIII, com um vocabulário mutável da moda, dentro dos limites impostos pela economia, as roupas compradas, usadas e descartadas exatamente como as palavras, porque satisfazem nossas necessidades e expressam nossas idéias e emoções. Será que esse "descarte" acontece na cibercultura como tendência de moda?

Acreditamos que sim, as próprias ferramentas tecnológicas são substituídas também como uma espécie de "tendência de moda". Há uma cultura do upgrade, ou seja, através do design e da busca pela atualização e mais velocidade.

[1] Ferdinand Saussure (1857-1913). Lingüísta Suíço, fundador da Análise Estruturalista. Criou muitos desenvolvimentos da lingüística no século XX.

:-)



Bjs e até mais, Ale

Um comentário:

Adri Amaral disse...

ale, te acalma nos posts senao nao consigo ler tudo...bjao