sexta-feira, março 2

Você sabe o que é "COOLHUNTER"?


Hoje, inúmeras empresas de moda (e não-moda) estão à procura de profissionais que tragam novidades e boas idéias para o mercado.


Por causa dessa necessidade nasceram os “coolhunters”.

Iorrana Aguiar que, além de coordenadora de Marketing de Moda da Santana Têxtil e do PSIC Santana Têxtil, é considerada uma das melhores coolhunters do Brasil, explica sobre essa profissão e a importância dela para o mercado.

Confira a entrevista abaixo:

1 - Muitas pessoas ainda têm dúvidas do significado da palavra coolhunter, ou até mesmo desconhecem essa profissão. Então nos explique: o que é um coolhunter?
Cool Hunter é o caçador de tendências que através de pesquisas, principalmente sociológicas e antropológicas, conduzidas por movimentos, manifestações e inovações, percebe tudo o que, possivelmente, possa se transformar no fenômeno moda-consumo.

2 – Qual o seu processo de pesquisa?
Meu processo de pesquisa é seqüencial e simultâneo. Leio bastante, viajo muito, procuro me atualizar e discuto tudo em equipe. Fujo do "ser simplista". Utilizo-me de todos os sentidos para captar tudo, que de uma forma ou de outra, influenciará comportamento e enfim, moda. Encontro significados em cada detalhe, é como um quebra-cabeça, e depois vou, naturalmente, linkando uma coisa a outra, quando vejo a resposta está lá. Penso que para isso, é importante perceber moda não como causa, mas como conseqüência de mudanças políticas, tecnológicas, climáticas, geográficas, sociais... A globalização, por exemplo, transformou a vida de todo mundo, que acabou trazendo a moda "fusion" onde estilos peculiares de cada região se unem em prol de um visual mais cosmopolita.

3 – Na busca por um profissional da área, notei que o coolhunter é uma profissão um tanto quanto “secreta”. Isso acontece ou é apenas impressão?
Creio que essa sensação de profissão secreta acontece devido ao seu caráter de pesquisa, que naturalmente traz importantes informações, e isso hoje é muito valioso.

4 – Durante suas experiências, você ainda consegue encontrar novas informações para o mercado?
Não acredito muito no novo, no inédito, acredito nas possibilidades de melhorias, nas reformulações, numa nova maneira de perceber algo já criado. Quanto às informações elas parecem ser inéditas, porque são tratadas com uma lente de aumento que a detalha, e a traduz. Isso sim, pode ser a novidade. Não simplesmente fornecer a informação rotulada e sim tratá-la e decodificá-la, a fim de sabermos por que estamos desenvolvendo determinado produto ou serviço.

5 – Você disse que sua última viagem foi em Dubai, nos Emirados Árabes. Que novidades você pode nos adiantar?
Sim, fomos a Dubai nos Emirados Árabes, porque sentimos a necessidade de conhecer o processo que transformou uma civilização com regimes extremamente rígidos numa verdadeira meca do consumo. Como, em mais ou menos 30 anos, nasce uma verdadeira Disney no meio do deserto. Que caminhos foram trilhados, onde se somaram os investimentos, quem e quais os responsáveis por tais mudanças. Creio que nos dia de hoje, entender o mundo é básico. Nossos vizinhos não são mais os mesmos.

6 – Nas suas pesquisas, quais foram os itens mais interessantes que você viu sobre o jeanswear?
Quando falo em jeanswear logo penso em sua capacidade de metamorfose. Para mim, é o produto mais versátil e mais democrático de todos os tempos. Uma das grandes invenções do mundo. Costumo compará-lo a Coca-Cola, que atende a todas as classes, as todas as raças, é moderno, contemporâneo, atual.
7 – Nos últimos meses, um tema muito abordado tem sido o Aquecimento Global, algumas empresas da Europa apostam nas lavagens naturais no jeanswear, sem aditivos químicos. Como você enxerga essa nova tendência?
Na verdade é uma tendência natural e está acontecendo em muitas outras áreas, além da têxtil. O mundo já vinha pedindo socorro e os biólogos alertavam quanto à questão do aquecimento global, então a preocupação e os primeiros passos em direção a isso é uma reação natural.

8 – Fale um pouco sobre o “PSIC” na Santana Têxtil. Qual retorno que a empresa ganha?
Nosso PSIC significa Pesquisa de Sinais e Informações sobre Comportamento e Consumo. Acontece uma vez por semana e debatemos temas polêmicos em equipe. Nosso último assunto foi sobre o livro “Mídia e Pânico: Violência e crise cultural na mídia", de Malena Segura Contrera. Cada dia debatíamos um capítulo. Como é enriquecedor a possibilidade de democratizar o conhecimento e ouvir múltiplos pontos de vista.Sobre o retorno para a empresa, creio não ser possível mensurar. E isso ainda é relativamente complicado no mundo corporativo. Mas, as melhorias têm acontecido amplamente, desde uma equipe com maior potencial intelectual, as prospecções para o futuro da empresa.

Por Márcia Kimie
www.guiajeanswear.com.br Fonte: Brasil Fashion

Bjoca e até mais, Ale.

2 comentários:

Márcia Kimie disse...

Olá ^^
Fiquei muito feliz em ver como conseguimos alcançar as pessoas. Obrigada por publicarem a entrevista da Iorrana ^^

Beijos,
Márcia |Kimie

eu amo HIGH SHCOOL MUSICAL disse...

Achei super legal mesmo!!
Gostei muito deste blog que fala sobre moda estas coisas do tipo!!
Principalmente as garotas Brataz!!