quinta-feira, junho 21

O que esperamos ao entrar em uma loja?

Parece básico, mas infelizmente muitas lojas não fazem e muitos lojistas não valorizam.

O consumidor quer moda, variedade, alto astral, bom atendimento, atenção, e produtos que tenham a sua “cara”. Não podemos esquecer que muitas vezes “a compra” é mais importante que o próprio produto.
De acordo com a pesquisadora e administradora Dra. Ana Paula Ceslo Miranda existem três aspectos utilizados que fazem parte do consumo da moda: Os comunicacionais, sociais e os motivacionais.
1. Os comunicacionais dizem respeito ao “auto-simbolismo-imagem”, ao que a pessoa quer dizer de si mesma com determinado estilo de roupa, que papel ela quer “representar”.
2. Os sociais, como a pessoa quer se inserir na sociedade, de que grupo, tribo ela quer fazer parte.
3. Os motivacionais são relativos às necessidades simbólicas e funcionais no dia-a-dia ou para um evento específico.
E incluímos mais um aspecto que também faz parte do consumo de moda.
4. O consumo Psicológico, relacionado às necessidades emocionais das pessoas destacando-se a compra compulsiva para suprir carências, perdas, ansiedades, entre outros e a compra por impulso, como (vimos na pesquisa do Instituto de Estudos do Mercado Industrial (IEMI) 58% da decisão de compra é realizada sem planejamento, segundo outra pesquisa do POPAI Brasil, 81% das compras no varejo são decididas no ponto-de-venda).

O ponto de venda é onde está o perigo (para nós consumidoras) mas, para os lojistas é a sua principal “arma” de poder e sedução.

A vitrine deve estar em constante transformação, chamando o consumidor para dentro da loja. A nova coleção na vitrine tem que fazer parte da estratégia de renovação – não esquecendo que, mesmo sendo pontuada por duas ou quatro coleções básicas anuais, a loja deve estar sempre recebendo peças, produtos novos e não se pode esquecer da criatividade. Uma boa vitrine também deve estar adequada ao clima. Tudo bem que hoje em dia, as coleções de moda brasileiras têm cada vez menos roupas para serem usadas somente no inverno ou no alto verão, uma vez que o inverno é incerto, e o verão é amenizado pelo ar-condicionado, cada vez mais presente em quase todos os cantos do país.
Dessa forma, a vitrine deve criar o clima da estação, mas as coleções devem ser mais abrangentes, deixando o consumidor à vontade para se imaginar freqüentando os mais diversos locais. Em suma, a nova coleção tem que ser colocada aos poucos na vitrine, que precisa estar “antenada com o clima”, mas não deve esperar momentos específicos, sob pena de se tornar obsoleta e perder venda. A vitrine é o cartão o cartão de visita da loja.


Bjocas e até mais, Ale.