quarta-feira, março 19

Moda e o Cinema

No ano passado, foram vistos os documentários sobre Karl Lagerfeid, es­tilista à frente de, entre outras gri­fes, Chanel, e so­bre Marc Jacobs na Louis Vuitton. Este último continua sen­do projetado por aí, na última semana de moda de Nova York mesmo houve festinha em tor­no do título.
Para 2008, há previsão de mais filmes sobre estilistas e grifes. Virou ten­dência.
Só Coco Chanel tem sua his­tória contada em três versões: a infância, a velhice, o caso com o compositor russo Igor Stravinsky, enfim, destrincharam a vida de mademoiselle a fim de render mais bilheteria.

A atriz francesa Audrey Tautou encarna Chanel no filme em produção "Coco avant Chanel" (foto acima), dirigido por Anne Fontaine (a cineasta luxem­burguesa, não a estilista franco-brasileira).
O cartaz do fil­me já circula pela internet, com Audrey vestida de terno e gravata, mas não há previsão de estreia nos cinemas.
O outro título é "Coco and Igor", dirigido por William Friedkin, que conta o romance de Chanel com Stravinsky, tendo como protagonista Marina Hands (de "Invasões Bárbaras"). Por fim, Shirley MacLaine viverá a estilista em uma série para um canal de TV americano, previsto para estrear em abril na Itália, segundo o site IMDB. Três é muito, mas, quem melhor do que Chanel para sustentar o cliché "minha vida dava um filme", não é mesmo?

Ridley Scott filma Gucci
Em abril também deve estrear em festivais — quiçá em Can­nes, em maio — o título "Valentino: o último imperador", um documentário sobre os 45 anos de carreira do estilista Valentino Garavani, cujo capí­tulo final foi na última semana de alta-costura de Paris, em fevereiro. Dirigido pelo jornalista da revista "Vanity Fair" Matt Tyrnauer, o material con­tém imagens capturadas duran­te dois anos — será que mostra como o estilista italiano con­segue aquela pele bronzeada?
Mas o que promete ser um filmaço é o que contará sobre a saga da família Gucci. O diretor Ridley Scott já disse que iria filmar, Charles Randolph, de "A intérprete", iria se encarregar do ro­teiro, e a Fox 2000, financiar.

A filmagem não começou ainda. O enredo da his­tória começa falando de Maurizio Guc­ci, neto de Guccio Gucci, que fundou a empresa em 1921. Depois a trama se concentra nas décadas de 70 e 80, quando a grife mantinha 153 lojas no mundo, e registrava um lucro de US$ 500 milhões ao ano. O glamour, as celebridades, as bolsas de viagem, nada disso importa perto do bafafá familiar: Maurizio foi assassinado em 1995 em frente ao seu apartamento, e sua mu­lher, Patrizia Reggiana, condenada a 26 anos de prisão por ter planejado o crime. Por sua vez, Paolo Gucci, filho de Aldo Gucci (filho de Guccio), fraudou o pagamento de impostos e quase man­dou seu pai para a cadeia.

Os es­cândalos continuaram após a empresa ser vendida para um grupo árabe. Thriller imperdível, que com cer­teza aguçará a vontade de outros diretores de escarafunchar os podres do mundo da moda.

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