quarta-feira, março 12

Moda, Design e Tecnologia que se Comunica

O consumo de luxo no Brasil começou a se expandir na década de 90, momento de abertura do mercado. O segmento tem um faturamento anual de US$ 3,9 bilhões e atinge 2,5% da população, concentrada, sobretudo, na região sudeste, conforme pesquisa realizada pela MCF Consultoria.

Marcas internacionais como Mont Blanc, Tiffany e Louis Vuitton, encontram amplo espaço para suas mercadorias em território nacional.
Um estudo realizado pela GFK Indicator e pela MCF Consultoria aponta que esse mercado deve crescer 6% em 2007, representando um giro de US$ 4,1 bilhões no País.

Nesse segmento, moda e tecnologia estão em evidência e apresentam crescente integração. Fabricantes de celulares, por exemplo, tem cada vez mais associado suas criações aos nomes de grandes estilistas.

Um acordo entre a LG e a grife italiana Prada resultou no modelo KE850. Desenvolvido para concorrer com o iPhone da Apple, o telefone tem preço em torno de R$ 2 mil.
Outros nomes da moda internacional já engordaram as vendas de empresas como Nokia, que desenvolveu um modelo com a Diesel; Samsung, com a Versus (da Versace); e Motorola, com a Dolce&Gabbana.
A próxima novidade será fruto de uma parceria entre Samsung e Armani, que deve chegar às lojas esse ano com o conceito "Armani-Samsung luxury mobile phone".

No sentido inverso, a grife Levi's invadiu o segmento de tecnologia com o jeans RedWire DLX, especialmente desenhado para acomodar iPods. Também deve começar a ser vendido em breve o celular The Original, fabricado pela Moldelabs e equipado com uma corrente para que possa ser preso à roupa.

Exclusividade

Além dos aparelhos que já vêm com personalidade "de fábrica", existem modelos customizados por empresas especializadas, como a A&D Design, das sócias Déborah Badejo e Aninha Matone. O objetivo da dupla é viabilizar idéias de moda para produtos de tecnologia.

"Lançamos quatro coleções de celulares por ano, uma para cada estação, assim como acontece no universo da moda", explica Déborah. A empresa decora os aparelhos com cristais Swarovski para grandes revendedoras de celulares, como MCS Ponto Tim, Commcenter, Yellowcom e Central Mix.

As sócias apostaram ainda na criação da grife Lots para seduzir o público feminino com outros mimos. Pingentes para telefones e cristais auto-adesivos para enfeitar notebooks são alguns dos itens vendidos em endereços selecionados, como a loja paulistana Doc Dog.

"As pessoas, em geral, têm grande necessidade de se diferenciar, de possuir algo que fale mais sobre o seu perfil, alimentando um mercado que está em ascensão", ressalta Déborah. A A&D planeja expandir seu negócio em 2008 com exportações para os Estados Unidos.

Giuseppe Piccoli, diretor da MCS Ponto Tim, conta que a rede fez uma pesquisa em 2006 para verificar se havia demanda por esse tipo de produto em suas lojas. "Os resultados mostraram que as mulheres gostariam de personalizar seus celulares tanto por exclusividade como por status", enfatiza. Os aparelhos com cristais custam em média 30% a mais que os modelos simples e suas vendas já representam 9% do total. Piccoli acredita que devem atingir os 12% no próximo ano.

Design aliado à tecnologia

Visando um público voltado à tecnologia, que busca inovação e deseja de seus aparelhos mais do que apenas os recursos de voz, a Nokia criou a Nokia Nseries. "Nosso target é formado por pessoas preocupadas em ter o melhor e o mais novo. Nossos consumidores estão voltados à conectividade", destaca Gil Bastos, gerente de marketing da marca. As vendas dos aparelhos multimídia cresceram 42% no segundo trimestre de 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo Bastos, mais do que uma marca de luxo, a Nokia Nseries é uma marca premiun, pois agrega ao design benefícios que possibilitam melhor navegação na Internet. A última novidade a chegar ao mercado foi o N95. (muito legal e vi, peguei, tirei foto :-)

Equipado com máquina fotográfica de 5 megapixels e tela que se adapta à posição horizontal para melhor visualização de páginas da web, custa em torno de R$ 2,3 mil.

Já a unidade de luxo da empresa finlandesa, Vertu - que ainda não aportou no Brasil - fabrica aparelhos que guardam alguma similaridade com a ostentação dos palácios dos magnatas árabes do petróleo: ouro e pedras preciosas em abundância.

Recentemente, a marca colocou no mercado o modelo Ascent Ferrari, em comemoração ao 60º aniversário da montadora italiana de automóveis de luxo. Ao preço de US$ 7,5 mil, corpo feito de aço, detalhes em couro em preto e vermelho e o logo da Ferrari, o celular apresenta tecnologia idêntica à de outros mais acessíveis.

Fonte: http://www.mercadocompetitivo.com.br/





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